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kits

Existem vários tipos de kits GNV, cada um tem a característica de fornecer o melhor custo/benefício à conversão de cada tipo de motor e sua utilização. Cabe ao reparador profissional saber explicar e orientar os clientes sobre qual o tipo de kit adequado ao seu veículo, mantendo um bom desempenho e funcionamento ao conjunto.

Cabe orientar aos clientes que grandes diferenças de preços, provavelmente, vêm agregadas à grande diferença na qualidade e aos tipos de produtos e serviços. O barato de hoje talvez custe mais caro amanhã, com problemas em componentes do motor e/ou grande perda de desempenho com consumo exagerado.

Os kits de GNV são classificados em gerações:

1ª Geração

São utilizados em veículos com carburador. A dosagem da mistura Ar/GNV é feita através de um registro mecânico. O gás é aspirado por um misturador “mesclador” ou injetor instalado no carburador.

2ª Geração

São utilizados em veículos com injeção eletrônica de combustível; assim como o modelo anterior, a dosagem da mistura Ar/GNV é feita por registro mecânico e o gás é aspirado pelo misturador. Difere-se dos demais por ter componentes eletrônicos para fazer o corte dos eletro injetores e a simulação da leitura da sonda lambda.

3ª Geração

É também chamado de kit gerenciado, pois utiliza a leitura da sonda lambda para corrigir a dosagem de Ar/GNV. Esta dosagem é feita por um atuador eletro mecânico controlado por uma central “gerenciadora”. Nesta geração, o gás também é aspirado pelo mesclador. Continua utilizando o simulador de bicos para fazer o corte dos eletro injetores.

4ª Geração

Aqui começa a grande diferença dos kits de GNV. Este modelo de kit não tem o gás aspirado e sim injetado para dentro do coletor de admissão. Não há a presença de um misturador ou mesclador que restringem a entrada de ar no motor, ou seja, não se estrangula a entrada do motor. A válvula redutora para kits injetados é de tamanho reduzido também. A dosagem de GNV é controlada por um módulo de controle e um injetor de gás.

5ª Geração

Este é o que existe de mais moderno, que cada vez mais, com o uso massificado, vem tendo um preço mais competitivo no mercado. É um modelo que vem de fábrica no Siena Tetrafuel e já esteve presente no Astra GNV também.

É similar à 4ª Geração, mas se caracteriza por ter múltiplos injetores de GNV “um para cada cilindro do motor”. Tem a dosagem controlada pela central de injeção do GNV, trabalhando junto com a central de injeção original do veículo.

Utiliza assim de todos os seus recursos e estratégias de controle de mistura, como emissões de poluentes e economia de combustível. Este modelo é o mais recomendado para motores com coletores de admissão plásticos, pois não há risco de back fires que poderiam quebrar o coletor e danificar outros componentes.

Não podemos esquecer que, além de escolher o tipo de kit adequado, devemos observar a capacidade de seus componentes. Cada fabricante de redutor tem um redutor específico para uma faixa de potência, assim sendo o redutor para um motor de 1.0 litros tem a calibragem interna diferenciada de um redutor para atender a um motor de 4.3 litros.

Outro componente que devemos observar, com muito cuidado, em relação à capacidade é o misturador. Este, se for subdimensionado, compromete além do funcionamento do GNV, o fluxo do combustível líquido, pois pode estrangular a entrada de ar no motor.